Moro
com certeza não é mais aquele super-juiz da Lava Jato, há 2 meses, quando
começaram a vazar as mensagens guardadas no escurinho do Telegram. Ele agora
será mais uma vez contrariado, porque pensava que seu projeto anticrime seria pautado,
mas os deputados resolveram priorizar o projeto de lei sobre abuso de
autoridade.
Na versão
a ser apreciada, o projeto prevê 30 condutas de autoridades, entre elas juízes
e procuradores, que serão enquadradas como crime punível com prisão.
Quando
a Lava Jato estava no auge, congressistas tinham medo de falar sobre o tema,
mas agora depois das mensagens... culpados e cúmplices vivem uma fase de
assanhamento.
Perguntou-se
ao Moro se será candidato ao planalto e o mesmo disse que não, mas com uma
ressalva: “Acho muito prematuro nós falarmos isso”. Na prática ele age como um
adversário cordial de seu chefe.
Moro
procura não parecer o que é, porque o outro pode não ser o que parece ou, ainda
mais enganador, pode ser e parecer... um adversário.

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