A família de Daniela
Menezes, da cidade cearense de Crato, diz que a jovem realizou nesta semana o
quarto aborto em dois anos e o feto morto da última estação ainda está no útero
porque o hospital do município ainda não fez o procedimento de retirada.
O secretário de saúde do Crato, Cícero França,
diz que a paciente sofre de uma síndrome que faz com que o organismo dela
reconheça o feto como o corpo estranho. Por isso, segundo o secretário, Daniela
Menezes tem tendência a perder o filho ainda durante a gestação. A diretoria do
hospital não quis gravar entrevista e informou que não iria se pronunciar sobre
o caso.
O
marido de Daniela, Fabiano Souza, denuncia negligência do hospital. "Já é
o quarto aborto. Ela perdeu um bebê com dois meses; um com quatro; outro com
oito meses no ano passado; e um agora com sete. Falta médico qualificado",
diz.
Fabiano Souza diz também que a mulher está há cinco dias
tentando retirar o feto morto e corre o risco de morrer. "Disseram que estão
preparando uma cesárea e que ela está tomando remédio para amadurecer o pulmão
dela, mas até agora nada", diz.
Em
2011, duas mulheres morreram no hospital municipal de Crato em trabalho de
parto. O secretário de saúde do município informou que diante das ocorrências
foi criada um comitê de mortalidade infantil, que deve acompanhar casos de
risco de gravidez e avaliar a competência do hospital para o procedimento
médico. Cícero França disse também que vai acompanhar o caso de Daniela
Menezes. (G1)
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