De acordo com o inquérito, Nonato Lopes do Nascimento, 30, aproveitava momentos de distração de suas alunas para copiar fotos pessoais dos aparelhos celulares delas. Posteriormente, ele solicitava pagamentos de até R$ 50 mil para não vazar as imagens na internet.
“Inicialmente o
suspeito pedia R$ 50 mil, depois baixava para R$ 30 mil. Daí ele baixava,
baixava, baixava... até chegar a um valor considerado lucrativo para ele”,
afirmou o titular da Delegacia Regional de Polícia Civil de Tauá (DRPC), Danilo
Távora. Segundo o delegado, a ajuda da tecnologia foi imprescindível para a
identificação de indícios e provas que fundamentaram o pedido de prisão
preventiva apresentado à Justiça.
“Foi a primeira vez que utilizamos um moderno sistema de extração
de dados, do setor de Inteligência, que identificou mensagens e arquivos que
haviam sido apagados pelo criminoso. Esse trabalho foi muito importante para a
gente conseguir reunir todos os elementos possíveis”, complementa Távora,
acrescentando que o trabalho dos investigadores revelou a “personalidade
ardilosa” do suspeito.
A investigação que
resultou na prisão do personal teve início quando uma de suas clientes denunciou
que, após ele copiar fotos íntimas de seu celular, passou a chantageá-la
exigindo uma quantia de R$ 30 mil para não divulgar o conteúdo na internet. A
partir do andamento do inquérito, outra vítima foi descoberta pela Polícia. O
delegado suspeita que o número pode ser maior, já que, segundo ele, algumas
mulheres podem não ter denunciado Nonato devido às ameaças que sofriam do
criminoso.
“No primeiro momento era uma vítima, porém nós descobrimos na
semana seguinte que outra mulher havia caído no mesmo golpe. E possivelmente há
mais vítimas que ainda não nos procuraram por medo. A gente inclusive pede que
essas mulheres compareçam à Delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência”,
ressalta o delegado, assegurando que o sigilo será garantido às denunciantes.
Além da prisão, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Foram apreendidos documentos e dispositivos digitais que podem ajudar a compor o conjunto probatório do inquérito. A PC-CE também pediu à Justiça o bloqueio de contas bancárias utilizadas por Nonato.

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