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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Iniciativas da PGR podem encurralar Sergio Moro


Após o depoimento à Polícia Federal, considerado pífio, sem produzir provas de supostas malfeitorias do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Sergio Moro, certamente, já percebe que a vida não lhe será fácil, como indica a lista de autoridades que serão ouvidas no inquérito. 

Todas devem apoiar a versão do Presidente nesse caso, o que pode deixar Moro perto da acusação de denunciação caluniosa, um dos crimes cuja investigação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Trunfo importante

O próprio depoimento de Moro é um dos trunfos de Bolsonaro. Nele, o ex-juiz da Operação Lava Jato não conseguiu atribuir crimes ao Presidente.


Alta credibilidade

A pedido da PGR, a PF ouvirá os ministros Braga Netto, Augusto Heleno, e Luiz Eduardo Ramos.


Testemunha leal

Outra testemunha a ser ouvida é a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), cuja lealdade a Jair Bolsonaro é inquestionável.


Não vai deixar barato

À PF, Carla Zambelli também não deixará de falar mal de Moro, padrinho de casamento, como tem feito em sucessivas entrevistas.


Ele não precisa explicar

O ex-ministro declara que pediu as razões para substituições na Polícia Federal. Cargos são de livre provimento, o Presidente não precisa explicar suas escolhas.


Para fazer média, é ótimo

Moro disse que agiu para preservar a autonomia da PF. Isso soa como música na PF, mas não está na lei. É ainda um sonho na corporação.



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