Servidores públicos de Paramoti, no Sertão Central, iniciaram
na manhã desta quinta, 20 de fevereiro, greve geral. São várias
secretarias participantes do movimento: educação, saúde e finanças.
Diante da definição de greve, a Prefeitura da cidade lançou
decreto em que afirma que irá punir os profissionais que participarem do
movimento.
O sindicato lá diz que está errado, porém, decisão do SupremoTribunal Federal diz que o ente público deve sim colocar falta nos que aderem
ao movimento paredista e tirar as faltas em caso de acordo.
Ocorre que o blog foi olhar a situação fiscal da prefeitura de Paramoti e no último Relatório de Gestão Fiscal (p. 7), publicado em 30/01/2020, jamais o prefeito pode conceder qualquer reajuste, ao contrário, deve é diminuir os gastos com pessoal.
Isto porque, no RGF publicado o gasto com pessoal lá está em 62,23%, bem superior ao limite imposto pela LRF de 54%. Aliás, o Art. 22 diz que quando o gasto chega a 95% do limite máximo (51,30%) já não se pode dar qualquer reajuste, aumento ou contratar gente, exceto a reposição da inflação e sentenças judiciais.
Desta maneira, observa-se que o pessoal está nadando no vazio. Como exigir reajuste se a máquina está quebrada? E o diabo é que muitos destes gastos são com servidores concursados, como é o caso de Croatá (52%), onde gestões anteriores fizeram concurso para cargos sem necessidade e inflaram a máquina, de maneira que agora não se pode reduzir tal despesa por se tratar de cargos permanentes.
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