O homem preso
por suspeita de fingir ser policial para extorquir traficantes afirmou,
em audiência de custódia realizada neste sábado, 21, que colaborava
informalmente com operações policiais, a convite dos agentes de segurança —
prática conhecida como "alma".
Manuel Amaro de Araújo Júnior
justificou que fazia isso por "ter raiva de criminosos". Ele havia
sido preso na sexta-feira, 20, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza
(RMF).
"Os
indicativos são de associação do autuado com policiais em ações clandestinas,
para pegar os criminosos que tem raiva, de modo que essa descrição se enquadra
no conceito de milícias", escreveu o juiz na decisão que converteu a
prisão em flagrante de Manuel em prisão preventiva.
“Sua
liberdade revela dificuldade na coleta de provas para identificar a
participação de outros suspeitos, bem como a extensão dos crimes que pratica há
algum tempo”, justificou o juiz Jorge Di Ciero Miranda. Manuel foi autuado por
tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e falsificação do selo ou sinal
público.
Com
o suspeito, foram apreendidos uma pistola com numeração raspada e, em sua casa,
balaclava, colmeia para munição, maconha, cocaína e blusa com a inscrição
"Polícia". Manuel disse que o material apreendido pertence a um
policial, mas não disse quem seriam esses agentes que auxiliaria.
A
Polícia Civil já investigava Manuel pela suspeita de que ele teria realizado
disparos de arma de fogo contra a residência de um policial. Também havia a
suspeita de que ele praticava crimes em um veículo alugado por uma outra
pessoa.
Conforme
O POVO já noticiou, a Polícia Civil apurou que Manuel é especialista em
extorquir traficantes. Ele tomaria as drogas para revender. As ações ocorriam
em bairros como Conjunto Esperança e Bom Jardim, assim como em Maracanaú, na
RMF. Manuel já respondia a um processo após ter sido flagrado, em maio último,
com uma pistola .40, no bairro São Bento.

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