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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Mãe de menino morto pela polícia quer que PM vá a júri popular e seja expulso da corporação


Após um mês do assassinato de Juan Ferreira dos Santos, sua mãe pede justiça para o caso. Tânia de Brito Ferreira quer que o policial militar que atirou em seu filho no dia 13 de setembro, durante uma festa no bairro Vicente Pinzón, vá a júri popular e seja expulso da corporação.
 

Ele continua preso após ter a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. “Ele matou uma criança de 14 anos, o meu filho não teve defesa. Ele atirou na cabeça do meu filho por trás”, lembra em entrevista para à rádio O POVO CBN.

De acordo com Tânia, as pessoas da comunidade que presenciaram a morte de Juan tem medo de depor contra o PM, temendo retaliação. A versão dada pela Polícia é de que os disparos foram feitos após parte do grupo de jovens que se encontrava na praça do bairro terem jogado pedras na equipe. No entanto, a versão é contestada por amigos, familiares e testemunhas. Segundo Tânia, após os primeiros disparos “para dispersar a multidão”, Juan correu. O tiro, que de acordo com a PM teria sido apontado pro chão, atingiu o menino na cabeça.

“Não tinha pedra, era um evento de adolescentes dançando brega funk. Não teve pedra, não teve pau. Cadê a viatura? Cadê o policial ferido? Eu creio que se tivesse pedra e pau tinha que ter algum policial ferido. Não tinha. Quem saiu ferido foi o meu filho. E morto”, diz a mãe. O crime chocou a comunidade e foram feitos protestos para reclamar da violência policial. Neste domingo, quando o caso completou um mês, outra manifestação de moradores foi feita para exigir esclarecimentos sobre o assassinato.

Pedro Henrique, 22, irmão da vítima, conta que desistiu do sonho de ser PM por causa do caso. “Que sentido vai ter eu entrar para a Polícia, chegar em casa fardado, qual orgulho que minha mãe vai ter? Me ver fardado sendo que a vida do filho dela foi tirada por um policial”. Ele lembra do irmão com carinho e saudade.



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