Enquanto
pai, o Capitão deu a Eduardo, o Zero Três, tratamento muito parecido com uma
personagem de ficção criada pelo escritor gaúcho Josué Guimarães – uma mulher
que diminuía diariamente de tamanho. Seus familiares se esforçavam para que ela
não percebesse o próprio encolhimento e para isso, rebaixavam os móveis,
serravam os pés de mesas e cadeiras.
A
diferença no caso do Zero Três, é que Bolsonaro rebaixa a estatura do filho sem
adaptar a mobília. Primeiro ele sinalizou a intenção de nomear o filho para
embaixador nos EUA, contudo, a única qualificação do filho para a função era a
habilidade para fritar hambúrgueres. O risco do Senado rejeitar a indicação era
grande e cresceu mais ainda com a crise do PSL.
Bolsonaro conseguiu emplacar o Zero Três como
Líder do PSL, contudo, virou líder de meia bancada. Neste contexto, o Capitão
desistiu de fazer o filho embaixador, por dois motivos: 1) Não tem votos
suficientes no Senado e 2) A derrota seria do Presidente e não, do filho. Nada a
ver com a tal “pacificação” do PSL ou qualquer outra desculpa esfarrapada.
De
duas, uma: ou Bolsonaro para de envolver o filho em suas artimanhas ou Eduardo,
já encolhido, terá de dormir numa caixa de fósforos.

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