A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado do Ceará (Acriece) ofereceu nessa segunda-feira, 20, queixa-crime contra o juiz da 2ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, Joaquim Solón Mota Junior, acusado pela Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE) de violar as prerrogativas profissionais da advogada Sabrina Veras durante audiência em fevereiro deste ano.
Entenda
O episódio girou em torno da guarda de duas crianças, uma de quatro anos e outra de um ano e dois meses. Elas estavam sob a tutela da mãe, mas o pai reivindicava a guarda alegando maus tratos. A advogada Sabrina Veras cuidava do caso e alega ter tentado por mais de 10 vezes que o juiz desse celeridade ao processo.
O juiz entrou de férias sem ter tomado decisão a respeito e o caso seguiu para a 3ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza. A advogada conta que a juíza que assumiu o processo encarou o caso com urgência e concedeu a guarda das crianças ao pai. Contudo, em meio ao impasse, a criança mais jovem faleceu.
Já de volta aos tribunais, o juiz Joaquim Solón reencontrou Sabrina em audiência do processo. Segundo a advogada, ele a humilhou perante as partes e atores do direito presentes na sessão. Ela gravou áudio com a fala do magistrado. Ouça aqui.
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