Num
instante em que o governo prepara o lançamento de uma campanha publicitária
para trombetear as realizações de Michel Temer, o Supremo Tribunal Federal joga
lama no chope do presidente.
Em apenas quatro dias, Temer foi empurrado para
dentro de um inquérito sobre propina da Odebrecht e teve o sigilobancário quebrado em investigação sobre a troca de favores
portuários por mais propina. As novidades enferrujam a pretensão do Planalto de
influir na sucessão.
Há na praça uma espécie de presidente dois em um. O Temer
denunciado duas vezes e varejado num par de inquéritos é assustador.
O Temer
“reformista” e “corajoso” é um homem realizado, com o qual muitos gostariam de
trocar um dedo de prosa sobre tudo o que hove depois que ele deixasse a
Presidência —de preferência na semana que vem. Mas é impossível não tratar os
dois como um só, pois a falta de ética do primeiro anula a boa intenção do
segundo.

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