Há dois
dias, em entrevista à Joven Pan, FHC soou explícito: “É bom ter gente como
Luciano, porque precisa arejar, botar em perigo a política tradicional, mesmo
que seja do meu partido. É preciso que ela seja desafiada por pessoas
portadoras de ideias e processos políticos novos para que o próprio partido
possa avançar. Está havendo sinal nessa direção.”
O grão-mestre do tucanato como que antecipou a pauta da reunião:
“Eu gosto do Huck. Sou amigo dele e da família. Acho que para o Brasil seria
bom. Seria bom ter mais opções. Não quer dizer que esteja apoiando. Mas as
pessoas que não têm partido para governar têm muita dificuldade. Ele tem boas
intenções. Não sei por qual partido viria. Falam que pelo PPS. Mas o PPS não
tem estrutura.”
Não é difícil entender as razões da irritação de Alckmin e seus
correligionários com a movimentação de FHC. Disseminava-se no ninho a suspeita
de que o líder número um dos tucanos guardasse a candidatura de Huck sob a
manga como uma alternativa de centro. Aos poucos, a suspeita vai se convertendo
em certeza. Daí a irritação.
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