Rendido à chantagem do chamado centrão, Michel Temer antecipou sua
reforma ministerial. Anuncia para dezembro mudanças que planejava fazer apenas
em março de 2018. A julgar pela movimentação observada em Brasília, será uma
reforma inqualificável. Portanto, muito fácil de qualificar. O que vai
acontecer não é propriamente uma troca de ministros. É uma troca de cúmplices.
Com
incrível sensibilidade para detectar oportunidades de negócio, o centrão
vislumbrou nas denúncias da Procuradoria contra o inquilino do Planalto a
oportunidade de capturar o presidente, terceirizando o exercício da Presidência
ao PMDB. Enquanto Temer finge que governa, o centrão faz suas transações.
A
pasta das Cidades, levada ao mercado da baixa política depois da saída do
tucano Bruno Araújo, deve ser entregue ao PP, uma legenda que se destaca no
universo dos trambiques.
O PP ocupa o
topo do ranking dos enrolados na Lava Jato. Seus encrencados somam 18 deputados
e 3 senadores. A despeito disso, Temer já abriu negociação com o presidente do
partido, o senador piauiense Ciro Nogueira, ele próprio acusado de lavagem de
dinheiro. A pasta das Cidades já foi controlada pelo PP, sob Dilma Rousseff.
Produziram-se picaretagens variadas. Tudo desaconselha a repetição do crime.
Mas no Projeto Centrão de país tudo não significa nada.

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