As autoridades admitem que há, sim, o risco de anulação de determinadas provas. Isso tende a ocorrer se ficar comprovado que o ex-procurador Marcelo Miller orientou os delatores da JBS enquanto ainda era membro do Ministério Público Federal.
o Estado poderá aproveitar as provas desde que elas tenham sido coletadas de forma legal. O magistrado foi ao ponto: se ficar demonstrado, por exemplo, que o Marcelo Miller, ex-colaborador de Rodrigo Janot, orientou os delatores na produção das gravações que incriminaram alvos da delação, esses áudios podem ser invalidados.
O magistrado citou as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com Michel Temer e o senador tucano Aécio Neves. Disse ter ficado “chocado” ao saber que o dono da JBS agiu “100% alinhado” com Miller, um ex-colaborador de Janot, ainda na pele de membro do Ministério Público.
O debate tende a ganhar o noticiário nas próximas semanas. Sobretudo porque, ao pedir ao Supremo que mande prender Marcelo Miller junto com Joesley Batista e Ricardo Saud, Rodrigo Janot reconheceu que, a seu juízo, o ex-procurador descumpriu a lei. Resta saber até onde foi a transgressão.

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