A fiscalização exercida
pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas nordestinas impediu a participação
de pelo menos 10 mil romeiros, causando prejuízos ao comércio local estimados
em cerca de R$ 1 milhão.
Para o presidente da
Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) local, Paulo Magalhães Filho, o prejuízo é
incalculável. "Durante a festa, a cidade recebe cerca de 1,5 milhão de
fiéis. Em média, cada um deles deixa no comércio R$ 100,00, gerando uma renda
de R$150 milhões. Com a não vinda dos devotos, isso deixa de acontecer".
O
bloqueio começou às 14 horas da última quarta-feira. O responsável pelo
comboio, o empresário Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho do Codó, que,
há 33 anos, paga uma promessa de seus pais, garante que todas as exigências
foram cumpridas, inclusive a Autorização Especial de Transporte (AET), do
Departamento Nacional de Infra Estrutura Terrestre (Dnit).
Devido à falta de atendimento de emergência, os romeiros se revoltaram e interditaram a BR-343, ateando fogo em pneus, quebrando vidros de carros, gerando uma grande confusão. "Isso é rigor com a segurança dos romeiros ou intolerância religiosa", questiona Chiquinho do Codó.
"Se o Ministério Público quer segurança para quem vêm a Canindé, esquece que autoriza o transporte de eleitores em períodos de eleição, em situações muito piores, porque os carros não passam por vistorias e nem tão pouco dispõe de autorização dos órgãos competentes para tal. "É bom que isso seja revisto pelas autoridades".
Por conta da decisão dos policiais rodoviários federais, o prefeito de Canindé, Celso Crisóstomo, e os franciscanos lideram um movimento em defesa dos romeiros de São Francisco, pedindo uma intervenção do Ministério da Justiça. Também houve um grande protesto na Cidade.
Polícia
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirma que "a fiscalização é necessária tendo em vista o crescente número de romeiros que se deslocam dos diversos estados nordestinos em veículos destinados ao transporte de cargas, conhecidos como ´ paus-de-arara´, sem as mínimas condições de segurança, higiene e saúde, potencializando a incidência de acidentes e a vitimização dos religiosos que se utilizam desse modal rodoviário.
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