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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Até onde vai o fôlego de Camilo e a resistência de Eunício

Na primeira pesquisa O POVO/Datafolha, realizada na semana que antecedeu o início do horário eleitoral, Camilo Santana (PT) estava mais próximo de Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol), no bloco de baixo, que do líder Eunício Oliveira (PMDB). O cara é o candidato do governo – e não qualquer governo, mas uma administração politicamente poderosíssima, como poucas na história do Ceará,. e com índices bem razoáveis de popularidades, segundo o próprio Datafolha.
Por pior que fosse o candidato, por mais incompetente que fosse a campanha, alguma coisa ele haveria de subir.
E Camilo subiu bem, com vigor. Precisava ter um crescimento substancial e teve. Tinha um grande desafio inicial pela frente e o alcançou. Isso não é coisa para qualquer candidato nem qualquer campanha. (Veja aqui os novos números do Datafolha).
A questão é que esse fôlego inicial era, também, o mais fácil e previsível para o petista. Mas, terá ele ainda margem para crescer em ritmo ao menos parecido? Esse início de trajetória, fruto do impacto dos primeiros programas eleitorais, tem ainda potencial de crescimento ou essa fase de alta já se esgotou?
Para cada dois pontos que Camilo ganhou, Eunício perdeu um. Isso significa que só metade do crescimento do petista se deu sobre seus votos. Essa resistência – ou melhor, resiliência, capacidade de suportar as mudanças – é seu grande trunfo até aqui e qualidade que precisará preservar caso queira vencer a eleição. E Eunício quer, muito.
Mas ela não é hoje. Será daqui a mais de um mês. Nesse meio tempo, pode acontecer muita, muita coisa na eleição para governador. O cenário fica mais imprevisível.

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