A presidente Dilma Rousseff agradeceu em Brasília ao médico cubano Juan Delgado, de 49 anos, que foi vaiado após participar de curso de formação em Fortaleza, em agosto passado. O ato gerou repúdio do Governo. “Não apenas pelo fato de ele ter sofrido um imenso constrangimento ao chegar ao nosso País, do ponto de vista pessoal e do Governo, eu peço nossas desculpas a ele”, discursou a presidente.
Dilma sancionou ontem a medida provisória (MP) implantando formalmente o Programa Mais Médicos, que envia esses profissionais de saúde para regiões remotas do Brasil. Ela falou a uma plateia de cerca de 600 médicos, sobretudo estrangeiros.
Durante a tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, o Governo atuou para evitar grandes alterações ao texto original. Com isso, foi mantida a essência do programa, como a permissão para que médicos formados no Exterior sem a revalidação do diploma possam atuar no Brasil por um determinado período.
A mudança mais expressiva feita na MP permitirá agora acelerar o programa: caberá ao Ministério da Saúde, e não mais aos conselhos regionais de Medicina (CRMs), a tarefa de emitir os registros dos médicos intercambistas. O Governo alegava que as entidades, contrárias ao programa, estavam atrasando propositalmente a emissão dos documentos.(Jornal O Povo)
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