A terceira edição da Marcha da Maconha em Fortaleza foi realizada na tarde de ontem e reuniu cerca de 300 pessoas, segundo informações da Polícia Militar. “Defendemos a legalização da maconha e acreditamos no potencial industrial e medicinal e no uso religioso dela”, afirma Pinheiro Júnior, 23, um dos organizadores do evento. A marcha saiu da estátua Iracema Guardiã (próximo ao aterro da Praia de Iracema) e seguiu pela avenida Beira Mar.
“Para mim, ela (maconha) só traz benefício. Quem usa maconha, não faz mal a ninguém. O ladrão usa outros tipos de drogas”, comenta a dona de casa Fátima Mateus. Ela era uma das atrações da marcha, vestida toda de verde e com folhas de cannabis pintadas pelo corpo. Fátima também segurava um cartaz, no qual tinha escrito: “diga não ao crack”. “Porque essa é uma droga devastadora”, explica.
Os manifestantes também criticaram o Projeto de Lei (PL) 7663, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB/RS), que prevê a internação compulsória de dependentes químicos. Eles também pediram agilidade na votação o Recurso Extraordinário (RE) 635659, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá liberar o porte de drogas para consumo próprio.
Também houve críticas à organização da marcha. “Me decepcionei um pouco com a falta de organização. A galera está dispersa”, afirma a artista Marília Pontes, 48. Ela também condenou o uso de maconha por alguns dos participantes do ato. (O Povo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário