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Polícia Civil deste município identificou o autor do crime ambiental ocorrido
no último sábado, na localidade de Matriz, a 22 quilômetros da sede. Naquele
dia, um homem maltratou e matou um cachorro a pauladas. O suspeito é um agricultor
de 33 anos e confessou a autoria do crime no depoimento à Polícia na tarde de
quinta-feira. Acompanhado da dona do cachorro, uma idosa de 76 anos, também não
divulgada o nome, disse que matou o animal a mando da dona porque o animal
estava doente, com calazar e ela estava com receio de que seus netos fossem
acometidos da enfermidade, que é uma zoonose.
De acordo com Luiz Felipe Araújo, escrivão de Polícia Civil da
Delegacia no município, o processo será concluído e enviado para a Justiça.
"Cópias do processo irão também para a Semace e Ibama, pois recebemos
solicitações desses órgãos", disse, informando ainda que o estudante que
denunciou o caso à imprensa também vai ser chamado para prestar depoimento.
"O estudante vai ser chamado para depor e esclarecer o motivo
pelo qual não denunciou o fato de imediato à Polícia, que assim poderia ter
feito o flagrante", explica o escrivão. A Polícia mantém em sigilo o
nome do autor e da idosa como forma de prevenir represálias, já que o fato indignou
a população local e do País como um todo, ao ser divulgado pela TV Verdes Mares
depois de denúncia e filmagem do estudante Dirceu Marques, tendo grande
repercussão na mídia e redes sociais.
O escrivão informou ainda que o agricultor chorou ao depor e disse
que não tinha conhecimento de que existe o Centro de Zoonoses no município,
órgão responsável pelo cuidado e tratamento de animais com a enfermidade e que
lá ele seria sacrificado - se fosse o caso - e não morto de forma cruel, como o
vídeo do estudante mostra. O escrivão disse também que a idosa, aposentada,
confirmou o pedido ao agricultor de que matasse o animal, mas que não sabia que
ele iria executar o cachorro daquela forma cruel.
A Prefeitura Municipal, por meio do setor de Meio Ambiente, também
está acompanhando o caso e garante que o autor será punido pela lei municipal,
contida no Plano Diretor, e encaminhado à Justiça após apuração do caso. Flávio
Brito, coordenador do setor, informou que o órgão está investigando e
fiscalizando o caso e que soube por meio do Diário do Nordeste. (Diário do
Nordeste)
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