O município de Quixeramobim, no
Sertão Central cearense, amanheceu, ontem, tomada por viaturas policiais. Era a
deflagração da “Operação Quixeramobim Limpo II”, desencadeada em vários órgãos
públicos, incluindo as residências do prefeito Cirilo Pimenta (PSD) e de outras
pessoas ligadas à administração municipal, determinada pela Justiça, que acatou
pedido dos promotores e afastou o prefeito Cirilo, vice-prefeito, Tarso
Boregwes, e o procurador-geral do Município, Ricardo Alexander Cavalcante.
Ao todo, foram cumpridos
30 mandados de busca e apreensão expedidos pelos juízes Fabrício Mazza e
Fabrícia Ferreira Freitas, no último dia 27. A decisão judicial atende a um
pedido do MP, que já havia ajuizado, no mês passado, uma ação cautelar preparatória
de improbidade administrativa, contra 26 gestores públicos do município,
acusados de fraudar licitações. O trabalho foi executado através da Promotoria
de Justiça de Quixeramobim, da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração
Pública (Procap) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco).
A Justiça também deferiu várias
medidas liminares, como, o imediato afastamento de todos os requeridos
(prefeito, vice-prefeito, procurador-geral do Município, todos os secretários
municipais, todos os membros da Comissão de Licitação, presidente da autarquia
de Trânsito e outros gestores) pelo prazo de 180 dias, além da
indisponibilidade dos bens deles e da quebra dos sigilos bancário e fiscal. Ao
todo, são 26 afastamentos. Ainda, de acordo com a decisão, a Câmara Municipal
deve realizar uma imediata sessão extraordinária, para a nomeação do
presidente, no cargo de prefeito, durante os 180 dias. (O Estado)
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