Nas próximas semanas, Eduardo Campos (PSB) se reunirá, em grupos ou separadamente, com pelo menos 18 congressistas do PMDB –12 deputados e seis senadores. Nessas conversas, testará o alcance do usucapião de Dilma Rousseff sobre a legenda do vice-presidente Michel Temer.
Entre os pemedebês do Senado, Eduardo dispensará tratamento diferenciado ao decano. Soube que Pedro Simon (RS) deseja falar com ele a sós. E deve procura-lo até o final da semana. Na sequência, em data a ser marcada, jantará na casa brasiliense de Jarbas Vasconcelos (PE). Além do anfitrião, vão à mesa os senadores Wladimir Moka (MS), Luiz Henrique (SC), Cassildo Maldaner (SC) e Ricardo Ferraço (ES).
Quanto aos pemedebês da Câmara, eles se organizam em caravana para visitar Eduardo Campos no seu quartel general, em Pernambuco. O governador não tem a pretensão de retirar de Dilma o tempo de tevê do PMDB. Falta-lhe munição para tanto. Seu objetivo é o de abrir palanques dissidentes.
Considerando-se os Estados de origem dos parlamentares, percebe-se que o PMDB busca uma alternativa a Dilma em pelo menos sete pedaços do mapa: Pernambuco, Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Nem só de PMDB é feito o assédio de Eduardo Campos. Nesta terça (19), o presidenciável emergente do PSB recebe um grupo de senadores de outras duas legendas governistas. Organizada por Armando Monteiro (PE), do PTB, a comitiva inclui Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF), dois insatisfeitos do PDT. Se curiosidade fosse voto, Eduardo estaria eleito. (Josias de Souza)
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