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terça-feira, 8 de maio de 2012

Bastos diz que Cachoeira pode silenciar na CPI


Márcio Thomaz Bastos, o ex-ministro da Justiça de Lula que se dedica à defesa de Carlinhos Cachoeira, informou que seu cliente pode transformar a sessão em que será inquirido na CPI num encontro da ininteligibilidade com a falta de ressonância. Sob orientação especializada, o acusado ameaça responder ao barulho que o cerca com uma sonora mudez.

Nesta segunda (7), a defesa de Cachoeira protocolou na CPI um pedido de adiamento da oitiva dele, marcada para 15 de maio. Alega-se que, antes de ser ouvido, o pós-bicheiro e os doutores que advogam em seu nome precisam ter acesso aos dados sigilosos dos inquéritos cedidos à CPI.

Thomaz Bastos espera que a CPI delibere sobre seu pedido nesta terça (8). Desde logo,avisa: “Se ele não tiver acesso ao material, se nós não tivermos, é muito difícil ele depor. Ele pode se refugiar em seu direito de ficar em silêncio para não se incriminar.” Um direito previsto na Constituição.

A mensagem do doutor chega nas pegadas de manifestações da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça. Num par de entrevistas, ela emitira sinais trocados. Primeiro, mordera: “Ele pode explodir”. Uma semana depois, assoprou: “Ele não vai prejudicar ninguém.”

Súbito, revela-se a verdadeira disposição de Cachoeira. Ele perscruta o buraco da fechadura dos processos judiciais e acena com a hipótese de recorrer à sonoridade do não dito. Nada poderia ser mais eloquente. Mais do que nunca, certos silêncios merecem respostas barulhentas.

Fonte: blog do Josias

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