Márcio
Thomaz Bastos, o ex-ministro da Justiça de Lula que se dedica à defesa de
Carlinhos Cachoeira, informou que seu cliente pode transformar a sessão em que
será inquirido na CPI num encontro da ininteligibilidade com a falta de
ressonância. Sob orientação especializada, o acusado ameaça responder ao
barulho que o cerca com uma sonora mudez.
Nesta segunda (7), a
defesa de Cachoeira protocolou na CPI um pedido de adiamento da oitiva dele,
marcada para 15 de maio. Alega-se que, antes de ser ouvido, o pós-bicheiro e os
doutores que advogam em seu nome precisam ter acesso aos dados sigilosos dos
inquéritos cedidos à CPI.
Thomaz
Bastos espera que a CPI delibere sobre seu pedido nesta terça (8). Desde logo,avisa: “Se ele não tiver acesso ao material, se nós não
tivermos, é muito difícil ele depor. Ele pode se refugiar em seu direito de
ficar em silêncio para não se incriminar.” Um direito previsto na Constituição.
A mensagem do doutor
chega nas pegadas de manifestações da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça.
Num par de entrevistas, ela emitira sinais trocados. Primeiro, mordera: “Ele
pode explodir”. Uma semana depois, assoprou: “Ele não vai prejudicar ninguém.”
Súbito,
revela-se a verdadeira disposição de Cachoeira. Ele perscruta o buraco da
fechadura dos processos judiciais e acena com a hipótese de recorrer à
sonoridade do não dito. Nada poderia ser mais eloquente. Mais do que nunca,
certos silêncios merecem respostas barulhentas.
Fonte:
blog do Josias
Nenhum comentário:
Postar um comentário