Por 12
a 2, o plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu punir o desembargador
Roberto Wider, do Tribunal de Justiça do Rio. Acusado de beneficiar amigos em
decisões administrativas, o magistrado sofreu a punição máxima: aposentadoria compulsória.
Repetindo: considerado culpado, o desembargador foi
condenado a vestir o pijama. Com direito a continuar recebendo os vencimentos.
É um acinte. Mas é o que determina a lei. A acusação contra Wiber nascera de
uma inspeção realizada no tribunal do Rio em 2009.
Nessa época, o
magistrado respondia pela corregedoria do Tribunal de Justiça fluminense. Nessa
função, cabia-lhe conduzir a apuração de irregularidades praticadas pelos
colegas. Por mal dos pecados, verificou-se que ele próprio era passível de
correição.
Entre as acusações feitas contra wider estava a de
favorecer um advogado amigo, Eduardo Raschkovsky. Nomeou para cartórios do Rio
e da cidade de São Gonçalo, sem concurso, dois advogados que trabalhavam no
escritório de Raschkovsky.
Relator do
processo disciplinar aberto no CNJ, o conselheiro Tourinho Neto, que também é
desembargador, votou contra a punição. A corregedora-geral Eliana Calmon
produziu um relatório alternativo. Sugeriu a aposentadeoria. E prevaleceu.
Blog do
Josias
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