Aproximadamente
50% das delegacias municipais e regionais do interior do Ceará já aderiram ao
movimento grevista iniciado na noite de terça-feira última, após uma reunião
realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará
(Sinpoci).
A presidente da entidade, Inês Romero, afirmou que a
categoria realizou um movimento semelhante no ano passado, cumprindo as
determinações da lei (manter 30% dos quadros trabalhando), mas o resultado foi
negativo. Por isso, após a conquista dos policiais militares, as equipes da
Polícia Civil decidiram realizar uma paralização geral, em busca de uma série
de melhorias.
De acordo com o
titular do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Jocel Bezerra
Dantas, as manifestações pró-movimento paredista iniciaram na Capital, mas
rapidamente se alastraram pelo Interior cearense, onde em muitos municípios os
policiais civis estão cruzando os braços, deixando de registrar Boletins de
Ocorrência (B.O.), realizar flagrantes, bem como investigações sobre os mais
variados delitos. Quem sofre com tudo isso, mais uma vez, é a população do
Ceará, que fica sem ter a quem recorrer, no caso de furtos, arrombamentos,
assaltos ou outras práticas criminosas das quais seja vítima.
Dentre as principais cidades do interior do Estado cujos
policiais civis decidiram paralisar suas atividades estão Acaraú, Beberibe,
Camocim, Cascavel, Icó, Itapipoca, Quixadá, Quixeramobim, Sobral, Tianguá,
dentre outras. A Superintendência de Polícia Civil está elaborando um plano
emergencial, a fim de garantir um mínimo de atendimento às pessoas residentes
nos municípios interioranos nos quais a paralização dos integrantes de seus
quadros esteja ocorrendo na totalidade. “Estamos realizando um estudo a fim de
ver que medidas podem ser adotadas a fim de diminuir os impactos que este
movimento grevista tenha sobre a população do interior cearense”, completou o
delegado Jocel.
O Estado
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