Um suposto policial do Ronda do Quarteirão pode ser
a principal pista para se chegar ao assassino do professor Sávio Maia, 34,
encontrado morto, na última sexta-feira, em um motel no bairro Genibaú. O
professor de idiomas, executado com dois tiros na nuca, saiu de casa na
quinta-feira (26), por volta das 23 horas, segundo Dina Régia Maia - irmã da
vítima. A mãe de Sávio foi a última pessoa da família com quem ele teria tido
contato.
Foi
também a mãe de Sávio, de acordo com relatos de Dina Régia, que por volta das
7h30min da sexta-feira, 27, recebeu a visita de um suposto soldado do Ronda do
Quarteirão, fardado, que lhe pediu que entregasse uma moto que passara a noite
estacionada na garagem de Sávio.
A mãe do professor, segundo Dina Régia, perguntou
por Sávio e o provável policial teria respondido que havia sido deixado por ele
horas antes e que desconhecia seu paradeiro. A esta hora, o professor já estava
morto no motel, mas a família ainda não tinha conhecimento do fato.
Segundo a
Perícia Forense, o assassinato ocorreu às 5h30min. O corpo da vítima, porém, só
foi descoberto cerca de 19 horas depois, quando funcionários do motel,
desconfiados, arrombaram a porta do quarto.
Dina Régia informa ainda que a descrição que a mãe
faz do PM coincidiria com traços físicos do acompanhante que entrou com Sávio
no motel, apontados pela recepcionista. A Delegacia de Homicídios, que ainda
não fez o retrato falado do “policial”, recolheu o celular e o carro de Sávio.
A missa de 7º dia em memória do professor será celebrada nesta quinta-feira, 2,
às 19h30min, na igreja de Santa Luzia, no Conjunto Ceará. (Demitri
Túlio)
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