Uma mulher identificada como Maria Nilda de Lemos,
de 60 anos, foi presa em flagrante, na manhã de ontem, acusada de manter o
próprio irmão, que tem deficiência mental, acorrentado por 16 anos. Ela pode
pegar de dois a cinco anos de prisão caso seja acusada pelo crime de cárcere
privado. O crime aconteceu na localidade de Pedra do Encosto, no município de
Acopiara, a 345 Km de Fortaleza, região Centro-Sul do Estado.
Pedro Marinho Macedo, 52 anos, estava em um sítio. Vivia em condições subumanas, acorrentado pelas pernas, onde tem várias cicatrizes e escoriações.
"Ele vivia sujo, era mal alimentado e fazia as necessidades fisiológicas no chão. A situação era precária, apesar do benefício previdenciário que recebe", revela o titular da delegacia de Acopiara, Marciliano de Oliveira Ribeiro, acrescentando que um exame para saber se a vítima sofria agressões físicas já foi solicitado à Perícia Forense.
As polícias Civil e Militar descobriram o crime após denúncias feitas por populares e familiares da vítima. Pedro Marinho Macedo já foi encaminhado à casa de outros parentes, que se comprometeram a cuidar dele.
Maria Nilda alegou aos policiais que Pedro Marinho era agressivo, dava muito trabalho e queria matar os animais que viviam no sítio. Ela também disse que recebeu o homem nas condições em que ele vivia. Um outro irmão, ainda não identificado, teria "cuidado" do homem por cinco anos. "A gente está investigando. Se isso for verdade, a vítima passou 21 anos acorrentado", acrescenta o delegado.
Ribeiro ressalta que Pedro Marinho também esteve na delegacia, na manhã de ontem, e não demonstrou agressividade em nenhum momento, embora apresente nítidos sintomas de deficiência mental.
Fonte: Diário do Nordeste
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