Brasília. Menos de uma semana depois de cancelar a
edição de abril do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo federal
afirmou ontem que realizará em 2013 os dois exames no mesmo ano. A informação
foi confirmada pela presidente Dilma Rousseff, para quem o método está em
permanente aprimoramento.
Na cerimônia informal de despedida do ministro Fernando Haddad ontem, Dilma disse que o Enem é a "forma mais democrática de acesso dos jovens ao ensino universitário". Além disso, afirmou que o processo representa "uma transformação e uma deselitização do ensino universitário no nosso país".
"Nós avaliamos que melhoramos e vamos melhorá-lo ainda mais e fazer depois, no ano que vem, duas edições. Isso, em concordância com o ministro e por sugestão do ministro", disse, em referência a Haddad, que deixa o cargo hoje para concorrer à Prefeitura de São Paulo.
A estreia das duas edições do Enem em um único ano estava prevista para ser neste semestre. As provas do primeiro semestre seriam nos dias 28 e 29 de abril.
Haddad, porém, afirmou há cerca de 15 dias que as duas edições não estavam garantidas. A atual gestão informou que uma empresa de consultoria estava analisando se havia condições de manter os planos ou se as duas edições provocariam "fadiga na máquina". Na semana passada, Haddad tentou atribuir ao Ministério Público Federal a responsabilidade por um possível adiamento da edição de abril.
A Procuradoria obteve uma liminar na Justiça Federal do Ceará determinando que o MEC proporcionasse o acesso às provas de redação e aos espelhos de correção a todos os candidatos do último Enem. Um dia depois, o MEC anunciou o cancelamento da edição de abril. (Diário do Nordeste)
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