A tragédia na capital fluminense tem saldo parcial
de cinco pessoas mortas e 21 desaparecidas. O Centro do Rio de Janeiro
amanheceu ontem envolto por uma nuvem de poeira, depois de bombeiros terem
virado a noite em busca de possíveis sobreviventes do desabamento de três
prédios comerciais, na noite da última quarta-feira.
O
desmoronamento mudou a rotina de muita gente. Ruas próximas da Cinelândia e do
centro financeiro da capital foram interditadas. Pessoas circulavam de máscara
para se proteger da poeira que resultou da catástrofe. O primeiro corpo
descoberto foi o de Celso Renato Cabral, de 44 anos. Ele estava abraçado a uma
carteira de sala de aula e tinha um celular no bolso. O segundo cadáver estava
dilacerado, sem documentos. Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, foi identificado
por parentes. Os outros corpos são de mulheres, ainda não identificadas.
Dos seis feridos na véspera, cinco foram liberados
e uma mulher submetida a cirurgia reparadora no couro cabeludo continuava
internada. O recém-reformado Theatro Municipal ganhou como paisagem de fundo
uma parede de tijolos e uma montanha de toneladas de entulho. Nas farmácias
próximas, máscaras de proteção esgotaram. A fina poeira causava irritação nos
olhos.
Guardas municipais pediam aos pedestres que evitassem parar no local. Motoristas eram aconselhados a acelerar. Com o passar do tempo, a esperança de encontrar vida no meio do entulho deu lugar à resignação. “As chances são muito baixas”, disse o comandante da Defesa Civil, o coronel Sérgio Simões. O governador Sérgio Cabral (PMDB) decretou luto oficial de três dias no Estado em memória das vítimas fatais dos desabamentos. (das agências)
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