Foi batizada de ‘Unhate’ (não ao ódio, em tradução livre), Levou aos
outdoors fotomontagens que exibem líderes que se odeiam trocando beijos.
Os lábios
de Barack Obama foram colados aos de Hugo Chávez e Hu
Jintao. A boca do presidente da Autoridade Nacional Palestina foi grudada na do
premiê de Israel. A Coréia do Sul "beijou" a Coréia do Norte. Até o papa
entrou na dança da Benetton.
Bento 16
foi brindado com um beijo do sunita Ahmed Mohamed el Tayeb, mandachuva da
mesquita de Al Azhar, do Cairo.
Alheio ao mote da campanha, que investe contra a “cultura do ódio”, o
Vaticano rodou a batina. Intolerância
em riste, Federico Lombardi, o porta-voz do papa, protestou: "Foi um grave desrespeito ao papa,
uma ofensa contra os sentimentos dos fieis…”
“…Um claro exemplo de como uma publicidade pode violar as regras básicas
do respeito para chamar atenção por meio de uma provocação."
O grupo
Benetton dobrou os joelhos. Anunciou que vai excluir da
campanha o “beijo” trocado pelo papa com o imã do Cairo.
Como se vê, a eliminação do veneno que conspurca o mundo é utopia realizável apenas na publicidade. Na vida
real, a intransigência odeia o bom humor.
Fonte: Blog do Josias
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