O Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na
sigla em alemão) informou neste domingo (23) que o satélite aposentado Rosat
entrou na atmosfera da Terra no início da madrugada, mas não confirmou que
destroços tenham atingido a superfície do planeta.
Não está ainda
claro ainda, segundo o DLR, onde o equipamento entrou na atmosfera.
O DLR anunciou na
quarta-feira (19) que um satélite aposentado poderia cair de volta na Terra
neste fim de semana. Os cientistas disseram que não saberiam informar em que
parte do planeta as peças cairiam.
O satélite é do tamanho de uma minivan e pesa 2,4 toneladas.
Ele vai se queimar durante a reentrada na atmosfera, mas 30 fragmentos, que
juntos têm 1,7 tonelada, poderiam atingir o solo. A maior dessas peças é um
espelho resistente ao calor.
“Todos os países
do mundo entre 53 graus norte e 53 graus sul podem ser afetados”, afirmou
Andreas Schütz, porta-voz do DLR. A vasta área inclui a maior parte das regiões
habitadas do planeta e todo o território brasileiro.
O Rosat foi lançado em 1990 e
pôs em órbita o primeiro telescópio espacial a usar raios X para captar
imagens. O aparelho foi usado para estudar buracos negros e estrelas de
nêutrons até 1999, quando foi aposentado. Na época, ele voava a entre 565 km e
585 km da Terra. Desde então, ele vem perdendo altitude; em junho de 2011, a
distância para a superfície era de 327 km.
Em setembro, um satélite
da Nasa provocou
medo depois que a agência norte-americana anunciou que ele cairia na Terra.
Porém, a reentrada aconteceu sobre o Oceano Pacífico e não causou nenhum
estrago aparente.
A DLR calcula que a chance de alguém ser atingido por uma
peça do Rosat é de uma em 2 mil – um pouco maior do que a que a Nasa calculava
para seu satélite, no mês passado. Como há cerca de 7 bilhões de pessoas na
Terra, o risco de que você seja atingido é de cerca de um em 14 trilhões.
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