Quando o Capitão estava atrás de uma
nova legenda para se filiar a fim de disputar a eleição presidencial em 2018 e
encontrou o PSL, Bolsonaro sabia que estava entrando numa legenda que era capaz
de tudo, menos de afastar o déficit público de sua gana liberal.
O PSL naquele momento era uma legenda
nanica atrás de bons negócios e com a candidatura do Capitão, revelou-se um
excelente negócio, já que rendeu dividendos milionários. Em 2018 foi R$ 9 milhões, mas para 2020 - estima-se R$ 364 milhões de reais só para o PSL um aumento em 40 vezes maior por conta do partido partir do zero para 54 deputados.
Como Bolsonaro já avisou que irá
criar um novo partido, a APB – Aliança Pelo Brasil, inspirado na ARENA –
Aliança Renovadora Nacional, o partido da ditadura. Parece que o capitão ainda
não se deu conta que aqueles tempos já passaram. Contudo, ele vai apenas trocar
de problema, já que levará sua fábrica de crises para outra freguesia.
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| Segundo Bivar, dono do PSL, não é bom para democracia que seu partido perda dinheiro do Fundo eleitoral |
Ele estima que levará consigo metade
dos deputados do PSL da Câmara, que hoje somam 52. Também querem levar a
parte que contribuíram para a formação do Fundo eleitoral, mas...o dono do
partido, Bivar, não aceita. Se a coisa for a justiça, ele pode ameaçar os
deputados com processo de infidelidade, que os impediria de se candidatar.
Antes da coisa azedar, Bivar ao ser
questionado, fugiu do assunto, dizendo: “não é de importância nenhuma”. Mas
agora, diz que os tribunais precisam preservar as estruturas partidárias, pois
segundo ele, “porque fora disso você não tem propriamente uma democracia”.
E existe uma tentativa de
fiscalização a criação do novo partido de Bolsonaro, pois não é simples criar
um novo partido. Bolsonaro não tem talento para desfazer crises, mas já para cria-las,
é genial... na organização das próximas confusões.


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