A força
tarefa para conseguir retirar as manchas de óleo, que têm se espalhado desde o
mês de setembro em praias do Nordeste, continua. Além de contaminar a água e
atingir animais marinhos e a areia das praias, o produto também está incrustado
em rochas do litoral.
É o caso da superfície rochosa da praia de Sabiaguaba,
localizada cerca de 15 quilômetros do centro de Fortaleza. A retirada, nesse
caso, é mais complexa - diferente das ações na areia - e requer o uso de
utensílios adequados.
“Na
areia, a equipe da Semace chega e retira a areia com o óleo que está nela.
Aqui, nós não temos condições de retirar a pedra onde o óleo está incrustado.
Então, é um trabalho de limpeza dessas pedras para, posteriormente, fazer o
recolhimento desse material”, explica Lincoln Davi, diretor de controle e
proteção ambiental da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
O
órgão estava presente na ação, junto à Prefeitura de Fortaleza, Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e
voluntários.
É
a primeira vez que a retirada do material grudado em rochas acontece. Desde o
dia 25 de setembro, entretanto, órgãos têm se mobilizado para minimizar o
impacto da derramada nas praias. Até o último dia 2 de outubro, o número de
praias no Nordeste contaminadas pelas manchas chegava a 115 .
“Principal objetivo é minimizar o dano. O dano ambiental já aconteceu.
Felizmente, o Ceará não foi tão atingido como em outros estados, como Sergipe e
Alagoas”, conta Edilene Oliveira, coordenadora de políticas públicas da
Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). (O Povo)

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