Quando em
campanha, o Capitão tratou a política como sendo a segunda profissão mais
antiga do mundo (a primeira é a prostituição). Já enquanto presidente, o mesmo
se esforça para demonstrar que ela parece muito com a primeira.
Quando
candidato, vendeu-se como opção antissistema. Já como Presidente, o capitão se
acerca com o bom e velho PMDB, um partido que pode ser a favor de tudo ou
absolutamente contra qualquer outra coisa, desde que seus desejos sejam
atendidos.
Neste arranca-rabo
com o PSL, Bolsonaro resolveu tirar sua ex-amiga Joice Hasselmann do posto de
líder do governo no Congresso e em seu lugar, nomeou o Senador Eduardo Gomes
(MDB-TO). Ele faz dobradinha com o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do
governo no Senado.
O agora líder
do governo é muito ligado ao multi-investigado Renan Calheiros (MDB-AL), adepto
da operação Abafa a Jato e defensor do “Lula Livre”. Já Fernando Bezerra, veio
do PSB, apoiou Lula e Dilma, e agora é cliente da Lava Jato. Mês passado
recebeu visita da Polícia Federal em seu apartamento.
Gomes e
Bezerra apoiam Bolsonaro mais como sobrevivência política do Capitão do que a
articulação de reformas modernizantes. Principalmente agora, que surge uma
pergunta incômoda: Bolsonaro termina o mandato? Os emedebistas oferecem acesso
ao Capitão aos nichos mais arcaicos do Legislativo, como o pessoal do Centrão.
Ele
preocupa-se com o Centrão, não é coisa banal. Foi o Centrão junto com o PMDB
que mandaram Dilma mais cedo pra casa. Gomes entrou no MDB a convite de Renan.
A exemplo
do sapo de Guimarães Rosa, não é por boniteza, mas precisão mesmo que Bolsonaro
encosta sua “nova política” no velho e bom MDB. Com 28 anos de experiência como
deputado, o Capitão não se importa de tornar a política, segunda profissão mais
antiga do mundo, mas parecida com a primeira.

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