No dia da posse o
Secretário declarou que não reconhece facção criminosa no Ceará e é contra a
separação de detentos por facção. “eu não reconheço facção, o Estado não deve reconhecer
facção, a lei não reconhece facção”, disse ele. A fala soou como uma ideia de
ameaça.
O Secretário disse ainda que faria
uma operação “pente-fino” nas unidades do Ceará para barrar e apreender
celulares e não seguiria modelo de divisão de presos por penitenciárias
dominadas por facção.
O
contragolpe demorou apenas um dia. Veio sob a forma escrita – cartas deixadas
nos locais dos crimes informando que os ataques continuariam se o governo
insistisse em manter Albuquerque e sua nova política – e também prática – com
os incêndios de veículos coletivos e explosões da viga de um viaduto.
O
“salve”, ao que tudo indica, foi disparado do sistema penitenciário, sob a
responsabilidade de Albuquerque e que concentra hoje cerca de 28 mil internos
distribuídos em grande parte conforme os laços que dizem ter com as facções
criminosas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário