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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ataques em Fortaleza são represália à fala de secretário


Os ataques que estão sendo registrados em Fortaleza e região metropolitana é uma represália a fala do novo Secretário de Administração Penitenciária Luís Mauro Albuquerque, segundo o Conselho Penitenciário do Estado.

No dia da posse o Secretário declarou que não reconhece facção criminosa no Ceará e é contra a separação de detentos por facção. “eu não reconheço facção, o Estado não deve reconhecer facção, a lei não reconhece facção”, disse ele. A fala soou como uma ideia de ameaça.

O Secretário disse ainda que faria uma operação “pente-fino” nas unidades do Ceará para barrar e apreender celulares e não seguiria modelo de divisão de presos por penitenciárias dominadas por facção.

O contragolpe demorou apenas um dia. Veio sob a forma escrita – cartas deixadas nos locais dos crimes informando que os ataques continuariam se o governo insistisse em manter Albuquerque e sua nova política – e também prática – com os incêndios de veículos coletivos e explosões da viga de um viaduto.

O “salve”, ao que tudo indica, foi disparado do sistema penitenciário, sob a responsabilidade de Albuquerque e que concentra hoje cerca de 28 mil internos distribuídos em grande parte conforme os laços que dizem ter com as facções criminosas.

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