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| Janot tenta corrigir seu erro de dar impunidade penal aos maiores criminosos do Brasil, os irmãos Joesley |
Todos
cometem erros. Mas mesmo no erro pode-se errar pouco ou errar muito. No caso da
JBS, o procurador-geral da República Rodrigo Janot escolheu o erro mais
rendoso… Para os criminosos. A reavaliação dos termos do acordo de colaboração
e o pedido de prisão do empresário Joesley Batista, do executivo Ricardo Saud e
do ex-procurador Marcelo Miller representam a correção do maior erro já
cometido na Lava Jato. Empurrado pelas circunstâncias, Janot faz agora por
pressão o que se absteve de fazer antes por precaução.
Janot dizia
que o prêmio da imunidade penal, embora parecesse excessivo, era a alternativa
menos lesiva aos interesses do país. Alegava que, sem ele, o Brasil jamais
saberia dos crimes praticados pelo conglomerado de Joesley. Conversa mole. A
força-tarefa de Curitiba já havia demonstrado o contrário.
Até os
colegas de Janot o criticam. O mínimo que dizem dele é que o procurador-geral
fez pouco caso da instituição sob seu comando. Joesley não foi bater à porta do
gabinete do chefe do Ministério Público por acaso. Estava cercado por cinco
operações anti-corrupção. Sentia o hálito quente dos investigadores na nuca.
Receava ser acordado pela Polícia Federal.
Contra esse
pano de fundo, a blindagem oferecida por Janot à JBS deixou no ar uma incômoda
impressão. Conforme já comentado aqui, não é que o crime não compensa. A
questão é que, quando compensa, ele muda de nome. Passa a se chamar delação
premiada. A cadeia, ainda que breve, torna o prêmio mais palatável. E restaura
a credibilidade do instituto da colaboração judicial premiada.

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