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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Janot vai à berlinda no Congresso e no Supremo

Na última semana do seu mandato, que termina no próximo domingo, o procurador-geral da República Rodrigo Janot enfrentará dois testes de prestígio. Num, a CPI Mista do Congresso sobre a JBS votará nesta terça-feira requerimento que pede sua convocação para prestar depoimento. Noutro, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgará dois pedidos da defesa de Michel Temer contra Janot.
Na primeira petição, os advogados pedem que Janot seja considerado suspeito para atuar nos processos contra Temer. Na segunda, pedem a suspensão da nova denúncia que o procurador-geral cogita apresentar contra o presidente, acusando-o de obstrução de Justiça e formação de organização crominosa. Alega-se que é preciso aguardar o término da investigação sobre o acordo de delação da JBS.
Não são negligenciáveis as chances de Janot amargar uma derrota na CPI. O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), esteve no Palácio do Jaburu, para acertar o passo com Temer. Aberta com o pretexto de investigar os negócios da JBS com o BNDES, a CPI decidiu alvejar também o acordo de colaboração judicial firmado por Janot com sócios e executivos da empresa.
Pela lei, as provas continuariam válidas em caso de rescisão do acordo. Entretando, conforme já noticiado aqui, a eventual confirmação de que Marcelo Miler orientou os delatores quando ainda era membro da Procuradoria, poderia levar à anulação pontual de algumas provas.

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