Prevista para ontem, a votação do projeto de lei (PL 3123/15) que modifica o teto do funcionalismo público foi, mais uma vez, adiado. Acordo entre base e oposição definiu que a mensagem do Executivo será levada a plenário na próxima quarta, 2, na Câmara. O atraso na votação representa um recuo governista, que havia pedido urgência na matéria e travado a pauta.
Caso aprovado inteiramente, no Ceará, por exemplo, servidores do Executivo estadual não poderiam ganhar mais de R$ 16.759,58, que é o salário bruto (já com adicionais) do governador Camilo Santana. Na Capital, nenhum servidor teria remuneração maior que a do prefeito Roberto Cláudio, atualmente fixada em R$ 18.925,12, valores brutos.
Desta forma, os hoje chamados “supersalários” seriam abolidos. Embora o teto do funcionalismo público federal seja baseado no vencimento de um ministro do supremo (R$ 33.763,00), há servidores que chegam a ganhar mais de R$ 100 mil por mês.

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