Nenhuma revelação, nehum fato novo consegue abalar a autoconfiança de Eduardo Cunha. Mesmo que o clima, às vezes, fique meio assim. Prestes a ser convertido em réu numa ação em que é acusado de receber US$ 5 milhões em propinas extraídas da Petrobras, o deputado informa que não lhe passa pela cabeça a hipótese de deixar a presidência da Câmara.
Perguntou-se a Cunha, nesta quinta-feira, se ele acha que terá condição de se manter no cargo arrastando a qualificação de réu. E ele, sem titubeios: “Total, total. Já fui réu em outra ação, aceita pelo Supremo em 2013. O Supremo decidiu por 5 a 3. Depois, fui absolvido por unanimidade. Todo mundo tem a presunção [da inocência]. Dou meu próprio exemplo, já aconteceu comigo de eu ter sido declarado réu e depois absolvido.”
A sessão em que o Supremo Tribunal Federal deve enviar Cunha ao banco dos réus está marcada para a próxima quarta-feira. Natural que Cunha dê de ombros. Alguém que não se constrange de manobrar há quatro meses para impedir que o Conselho de Ética decida sobre a admissibilidade de um pedido de cassação por que haveria de se importar com o epíteto de réu? Se já foi indultado por seus pares, por que haveria de se penitenciar? (Josias de Souza)
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