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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Após confusão, votação de projeto do "jeitinho fiscal" é suspenso

Sob tumulto, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, suspendeu pouco antes das 21h a terceira tentativa de votar a projeto da manobra fiscal, que autoriza o governo a fechar suas contas no vermelho em 2014. A sessão teve uma atmosfera de estádio de futebol.

Do alto das galerias, cerca de duas dezenas de pessoas faziam o papel de torcida. Juiz supremo da partida, Renan ordenou à polícia do Senado o esvaziamento das arquibancadas. Seguiu-se um rififi que provocou a interrupção da sessão por uma hora e meia. Como não conseguiu restabelecer a ordem, Renan viu-se compelido a adiar o jogo para a manhã desta quarta-feira.

A favor da ação dos seguranças, o petista Amauri Teixeira (BA) abandonou o tratamento cerimonioso de “Vossa Excelência'' e chamou de “seu merda” o tucano Domingos Sávio (MG), autoconvertido em defensor dos direitos dos manifestantes. Houve uma súbita inversão de papeis.

Doze anos depois do término do governo tucano de Fernnado Henrique Cardoso, tucanos e ‘demos’ tiveram uma noite de petistas. Na outra ponta, petistas e seus parceiros mais antigos já colecionam mais do que 15 minutos de má fama. A despeito da contrariedade do presidente do Congresso, só o PMDB não sofre. Ontem, como hoje, o partido de Renan está onde sempre esteve: do lado do governo.

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