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domingo, 11 de maio de 2014

Artigos e monografias: maioria de orientadores são despreparados para orientar na zona norte do Ceará

O blog chama a atenção deste fato, porque este pedagogo já tem ampla experiência em trabalhos científicos e vê o dilema que muitos estudantes passam, quando vão construir seu trabalho científico e são orientados por professores despreparados para esta importante tarefa.

Infelizmente, são poucas as faculdades aqui na região norte (Ipueiras, Poranga, Croatá e principalmente Guaraciaba do Norte, e outros) que colocam professores preparados. Em Guaraciaba é uma desgraça, existe um monte de alunos que são orientados por professores sem preparo nenhum. Daí, que fica um círculo vicioso, onde o professor acha que ensina certo e o aluno acha que aprende certo e daí, todos estão errados.

E por que o blog diz isso? Porque este Pedagogo que vos fala fica irritado, quando um aluno chega e diz que professora fulana diz que tá errado, que isso e aquilo, etc. O blog vai enumerar erros comuns que muitos alunos trazem:
1. Tema do trabalho. Orientadores querem que o tema seja do jeito deles. Ora, o tema é o aluno que deve selecionar, cabe ao orientador, apenas acompanhar a escrita. Se o aluno quiser o tema: 'As minhocas gays de Ipu', cabe ao orientador apenas, orientar como deve ser a pesquisa bibliográfica e de campo. 

2. Não sabem diferenciar citações de referências. Segundo a NBR 6023, referência não precisa dizer número de páginas e acontece isso quando você diz: Segundo Savianni (1993) a escola faz festas demais. Veja que é uma opinião, daí a referência é Savianni. Diferente de citação, que é obrigatório o número de página. Veja: Savianni (1993, p. 32) disse que: "as escolas fazem festas demais".

3. Não querem que o aluno cite muitos autores. Em trabalho científico, o correto é que todo parágrafo tenha uma fundamentação, já que nada do que escrevemos é criação nossa.

4. Querem que os gráficos sejam do jeito deles. É o aluno que deve escolher isso;

5. Na pesquisa de campo, querem que os sujeitos sejam 20, 30 alunos e as perguntas fechadas. Quando isso acontece, a gente percebe o quanto são despreparados, nem estatística sabem. Segundo as normas, o pesquisador pode fazer uma pesquisa por amostra, e daí, colocar apenas 20 ou 40% de uma sala. E as perguntas, podem ser fechadas ou abertas, depende do objetivo da pesquisa (ALMEIDA, 2002).

6. Ameaçam reprovar o aluno caso não façam do jeito que pedem.

E tem vários outros pontos. Se um trabalho é científico, pressupõe pesquisa, daí que nunca um orientador pode exigir que o trabalho seja do jeito dele. O que se tem na verdade, é o terror de muitos alunos, que deveriam está é aprendendo. Esta questão de normas, é algo secundário, porque até uma papelaria pode colocar um trabalho nas normas. O que tais professores deveriam corrigir, é a coerência e coesão dos trabalhos, isso sim, pois aí, estariam ajudando os alunos, a construírem competência na produção de textos.




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