Como previsto, a Executiva nacional do PSB aprovou a devolução para Dilma Rousseff dos cargos que ocupa no governo federal. Além de consolidar a candidatura presidencial do governador pernambucano Eduardo Campos, a decisão encosta numa parede metafórica o governador cearense, Cid Gomes, e o irmão dele, Ciro Gomes.
Nas palavras de um dirigentes do PSB federal, os irmãos Gomes “serão asfixiados” dentro da legenda —ou se integram ao projeto partidário ou trocam de agremiação. “Nós não somos o PSDB”, disse o correligionário de Eduardo Campos. “Nosso projeto requer unidade, não um novo José Serra em dose dupla. Ninguém é obrigado a ficar do nosso lado.”
Para ser tomado a sério, o PSB terá de desembarcar de todos os cargos federais. Além de duas posições de ministro —Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Portos)— há pelo menos mais quatro posições relevantes a devolver.
São elas: Sudene, hoje comandada por Luiz Gonzaga Landim; Sudeco, dirigida por Marcelo Almeida Dourado; e duas estatais com sede no Estado dos irmãos Cid e Ciro Gomes — Cia Docas do Ceará, presidida por André de Castro Holanda; e Cia Hidro Elétrica do São Francisco, sob gestão de João Bosco de Almeida.
Presente ao encontro da Executiva do PSB, Cid Gomes manifestou-se contra a entrega dos cargos federais. Para ele, o partido guia-se pelo “fígado”, não pela “razão”. Na hora de votar, Cid Gomes se absteve. Nas próximas semanas, ele sentirá apertões no pescoço. (Josias de Souza)
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