A Câmara dos Deputados
referendou a derrota do governo e aprovou ontem, 27, em segundo turno a
proposta que obriga o Executivo a pagar emendas parlamentares, o chamado
orçamento impositivo. O tema vai agora ao Senado.
Sem ter forças para
reverter o intento dos parlamentares, o Planalto tenta ao menos que sejam
feitas alterações para vincular parte dos recursos à saúde. A aprovação
fortalece o Congresso na relação com o governo e os parlamentares terão a
garantia de pagamento de aproximadamente R$ 10,4 milhões em sua base já em
2014, ano eleitoral
Na sessão de ontem, foram
376 votos a favor da matéria, 68 a mais do que o quórum necessário. O resultado
foi ligeiramente inferior ao do primeiro turno, quando 378 deputados
registraram apoio. Com exceção do PT, que liberou a bancada, os outros partidos
recomendaram voto favorável. O governo fez desde o início oposição à proposta,
uma promessa de campanha do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN).
Alves, porém, defende que
a medida acabará com o "toma lá, dá cá" no Congresso. Ele observa que
a liberação de emendas parlamentares tem sido usado historicamente por todos os
governos como uma forma de direcionar votações na Casa de acordo com seus
interesses. (Diário do Nordeste)
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