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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Parada gay protesta contra Feliciano em São Paulo


O projeto da "cura gay" que tramita na comissão presidida pelo deputado do PSC é criticado pelo Conselho de Psicologia. 


O último trio elétrico da 17ª Parada Gay, que será realizada no dia 2 de junho na Avenida Paulista, em São Paulo, vai protestar contra pessoas que tentaram diminuir os direitos conquistados pelos homossexuais. O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que colocou na pauta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da qual é presidente, a votação do projeto chamado de "cura gay", será lembrado durante a manifestação.

"Não queremos retrocesso como tem sido imposto por religiosos e fundamentalistas", afirmou ontem o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Fernando Quaresma.

O diretor-executivo da associação, Nelson Matias, afirmou que o trio elétrico será em protesto contra todos os "infelicianos". "O quadro é caótico em Brasília com a presença do Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Mas ele é só a ponta do iceberg", disse. "Se todos fossem considerados cidadãos, a gente não precisaria estar tomando as ruas. Estamos vivendo uma era de retrocesso, uma era das cavernas". O tema da parada este ano será "Para o armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra a homofobia".

Psicólogos: O Conselho Federal de Psicologia (CFP) já se manifestou contra o projeto sobre cura da homossexualidade que entrou na pauta da Comissão de Direitos Humanos. O CFP considera a matéria inconstitucional. A Resolução CFP 001/99 orienta profissionais da área a não usar a mídia para reforçar preconceitos contra os homossexuais nem propor tratamento para curá-los.

O presidente do CFP, Humberto Verona, considera o projeto inconstitucional. "A atuação profissional, desta forma, deve estar vinculada diretamente ao respeito, proteção e expansão dos direitos de todos os cidadãos, independente de sua identificação étnico-racial, de gênero ou de orientação sexual", disse.
A homossexualidade deixou de constar no rol de doenças mentais classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há mais de 20 anos, no entanto, ainda há pessoas que insistem em tratá-la como patologia e propõem formas de cura.  (Diário do Nordeste)

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