Em seu primeiro dia útil como papa Francisco, o argentino Jorge Mario Bergoglio mandou ontem diversas mensagens de que defende mudanças na Igreja Católica. Com gestos simbólicos, também fez questão de sinalizar tempos de austeridade para a criticada instituição.
Apesar de considerarem que o papa deverá ser mais popular e mais próximo dos fiéis, especialistas avaliam que ele não deverá fazer mudanças estruturais e dogmáticas durante o seu papado. Segundo pesquisadores ouvidos pelo Diário do Nordeste, temas polêmicos e tabus na Igreja católica, aborto, casamento gay, uso de preservativos e pílulas anticoncepcionais deverão permanecer inalterados no Vaticano.
Mudanças pouco prováveis
A professora de Filosofia e Ética da Universidade de Fortaleza (Unifor), Sandra Helena Souza, também afirmou ser cética com relação a mudanças estruturais e na moralidade canônica.
"Isso para mim é muito pouco provável. Haverá sim um papa mais pop, pelo fato de ele ser latino. Ele assume o nome Francisco, que representa essa humildade, que não é um nome, é um programa, como foi dito pelo frei Beto. O nome tem um carisma interessante, de doação para os pobres, mas também de alheamento com as questões estruturais da Igreja".
De acordo com Sandra Souza, pode ocorrer um ajuste, com definições mais claras e alguns ordenamentos sobre transparência e a lisura, mas nada muito radical. "Tudo isso tem a ver com o histórico dele até aqui. Ao assumir esse lugar, enfim, ele pode surpreender", analisa. Para a professora, o histórico dele, de briga política na Argentina com o casal Kirchner mostra que ele não é um papa neutro. (Fonte: Diário do Nordeste)
Nenhum comentário:
Postar um comentário