Cúmulo da ironia: num conclave em que o brasileiro Odilo Scherer roçava o topo da lista dos papáveis, sagrou-se papa o argentino Jorge Mario Bergoglio, de cujo nome ninguém falava.
Será o primeiro papa latino-americano. Desafiados em sua fé, os católicos do Brasil terão agora a oportunidade de demonstrar o seu mais profundo amor ao próximo.
Mesmo que o próximo seja natural de Buenos Aires. Reze-se para que Francisco 1º, o argentino, não seja amante do futebol. Vai ser duro dizer amém para alguém que prefira o Messi ao Neymar. Diz-se que o papa torce para o San Lorenzo. Melhor suspeitar. Abaixo da camiseta, na pele, Sua Santidade pode ser Boca Juniors. Deus, não há dúvida, é brasileiro. Mas o Espírito Santo, fica agora provado, tem um quê de espírito de porco. (Josias de Souza)
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