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sábado, 9 de março de 2013

Milhares pedem na web a destituição de pastor



Um abaixo-assinado pedindo a destituição do deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara já atraiu milhares de signatários. Nesta madrugada, às 4h43, o site da ONG Avaaz registrava a adesão de 137.988 pessoas.
Indicado para o posto pelo Partido Social Cristão, o parlamentar teve seu nome ratificado pela comissão na quinta-feira (7). Dos 18 integrantes do colegiado, seis preferiram se retirar do plenário. Dos 12 que sobraram, 11 votaram a favor da confirmação de Felicano. Houve um voto em branco.
Deve-se a reação a algumas frases de teor racista e homofóbico escritas ou pronunciadas por Feliciano. Ao negar que seja preconceituoso, ele por vezes parece confirmar o contrário. Repare no vídeo lá do alto. Tomado por suas posições, o deputado ganhou na Comissão de Direitos Humanos a aparência de um personagem errado na poltrona equivocada.
Não bastasse o palavreado esquisito, descobriu-se que o deputado-pastor é protagonista de um inquérito por estelionato que corre no STF. Movimento iniciado no Facebook marcou para este sábado (9) manifestações para pedir a saída de Feliciano da comissão.
O Congresso não costuma se sensibilizar com o vozeria das ruas ou a coleta de assinaturas na internet. Repete-se com Feliciano algo que acaba de acontecer com Renan Calheiros (PMDB-AL). No caso de Renan, a petição online que pedia sua saída da presidência do Senado reuniu 1,6 milhão de rubricas. E nada.
Presidente do PSC, o também pastor Everaldo Dias Pereira declara que o irmão Feliciano não deixará. “Ninguém ganha de nós no grito. Ele não vai abandonar em hipótese alguma.” (Josias de Souza)

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