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sexta-feira, 8 de março de 2013

Cardeais examinam a portas fechadas finanças da Igreja


Os 151 cardeais reunidos ontem na Cidade do Vaticano para preparar o conclave examinaram a portas fechadas as controvertidas finanças da Santa Sé, num momento em que a imprensa italiana publica mais revelações quentes a respeito do escândalo Vatileaks. 
Os chamados príncipes da Igreja, entre os quais todos os 115 eleitores, após a chegada do vietnamita Jean-Baptiste Phan Minh Man, o único que faltava, examinaram a situação econômica da Cúria Romana. Em particular, atualizaram-se sobre o Instituto de Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano, núcleo de tensões internas que levaram ao chamado Vatileaks, o vazamento de cartas e documentos confidenciais do Papa à imprensa.
Os cardeais encarregados de três “ministérios” econômicos expuseram diante dos cardeais a situação das finanças do Estado, segundo informou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi. “Foram intervenções sintéticas e claras, segundo o próprio setor. Os cardeais estarão à disposição daqueles que quiserem mais informação e detalhes”, disse.
Há três anos, a Justiça italiana abriu uma investigação judicial contra dois diretores do banco do Vaticano, que têm um patrimônio de cinco bilhões de euros, por violarem as leis italianas sobre a lavagem de dinheiro. Existe entre os cardeais um princípio de que há necessidade de uma maior transparência na gestão interna, marcada por intrigas, abusos de poder e tráfico de influência através de um lobby gay.
Para o vaticanólogo italiano Marco Politi, o escândalo acelerou a decisão de Bento XVI abdicar e pesa nos debates das reuniões cardinalícias atuais para a reforma da Cúria. “Vão traçar o perfil do homem que buscam, que deve ter a força para realizar a reforma”, sustenta Politi, autor do livro Joseph Ratzinger, crise de um papado. (Jornal O Povo)

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