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quarta-feira, 13 de março de 2013

Análise: Novo papa foi vice em 2005 e lavou pés de vítimas de Aids

A primeira coisa a notar a respeito do papa Francisco é que os cardeais parecem ter decidido dar uma segunda chance a ele. Todos os relatos de cardeais que participaram do conclave de 2005, obtidos em "off" pelos principais vaticanistas (jornalistas especializados na Santa Sé), dão conta de que Jorge Bergoglio foi o único cardeal a, em 2005, ameaçar seriamente a hegemonia de Joseph Ratzinger, chegando a obter cerca de 40 votos.

Segundo um desses relatos, ele teria pedido, com lágrimas nos olhos, para que seus partidários deixassem de votar nele e elegessem Bento 16. O nome "Francisco", embora ele não seja franciscano, mas jesuíta, parece mandar sinais importantes.

Bergoglio enfatiza a humildade em sua vida pessoal, cozinhando sua própria comida, indo de ônibus para o trabalho em Buenos Aires. E uma de suas atitudes mais famosas espelha uma ação lendária de são Francisco de Assis.

Assim como o santo italiano da Idade Média cuidava dos leprosos e não tinha medo de beijá-los, Bergoglio ficou conhecido, em 2001, por lavar e beijar os pés de 12 pacientes com Aids que visitou no hospital.

Ele tem fortes elos com o movimento de leigos Comunhão e Libertação, considerado conservador, com uma espiritualidade centrada na ideia da presença real de Jesus entre os fiéis.

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