A primeira coisa a notar a respeito do papa Francisco é que os cardeais parecem
ter decidido dar uma segunda chance a ele. Todos os relatos de cardeais que
participaram do conclave de 2005, obtidos em "off" pelos principais
vaticanistas (jornalistas especializados na Santa Sé), dão conta de que Jorge
Bergoglio foi o único cardeal a, em 2005, ameaçar seriamente a hegemonia de
Joseph Ratzinger, chegando a obter cerca de 40 votos.
Segundo um
desses relatos, ele teria pedido, com lágrimas nos olhos, para que seus
partidários deixassem de votar nele e elegessem Bento 16. O nome
"Francisco", embora ele não seja franciscano, mas jesuíta, parece
mandar sinais importantes.
Bergoglio enfatiza a humildade em sua
vida pessoal, cozinhando sua própria comida, indo de ônibus para o trabalho em
Buenos Aires. E uma de suas atitudes mais famosas espelha uma ação lendária de
são Francisco de Assis.
Assim como o santo italiano da Idade
Média cuidava dos leprosos e não tinha medo de beijá-los, Bergoglio ficou
conhecido, em 2001, por lavar e beijar os pés de 12 pacientes com Aids que
visitou no hospital.
Ele tem fortes elos com o movimento de
leigos Comunhão e Libertação, considerado conservador, com uma espiritualidade
centrada na ideia da presença real de Jesus entre os fiéis.
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