Informações educativas

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Unidades socioeducativas em Fortaleza: Mães de adolescentes denunciam maus-tratos

“Está prestes a acontecer uma rebelião aqui dentro por causa dos maus tratos dos instrutores”. Em conversa com sua mãe, o relato feito por um adolescente de 17 anos. Além da violência física, tem também a verbal. Xingamentos de marginais e ladrões são frequentes e partem justamente de quem deveria dar o exemplo e fazer de tudo para evitar conflitos. Após ouvir o desabafo, a costureira Juscilene Portela da Silva, 40, não teve mais sossego. Na última segunda-feira (5), o que ela mais temia aconteceu: uma rebelião. Já é a segunda em menos de três meses – uma primeira ocorreu em agosto. 


Com capacidade para abrigar até 60 pessoas, ambas estão superlotadas. No Centro Educacional Dom Bosco são 160 jovens, enquanto no São Miguel 140. São relatos de violência, falta de acesso a informações sobre os filhos e o não cumprimento do prazo para realização de audiências para revisão do tempo de internação dos jovens. 

Avaliando a forma como a educação é oferecida nessas unidades, a relatora afirma que a conclusão que chegou é de que não têm salas de aula e nem professores suficientes para atenderem a demanda. Por conta disso, os adolescentes não têm as três horas de aula diária que deveriam, como está previsto no Educação de Jovens de Adultos (EJA). Rosana lembra que, mesmo estando privados de liberdade, o acesso à educação é um direito que lhes é assegurado. 

Despreparo
O despreparo por parte dos instrutores que atuam nos centros educacionais foi outro ponto que chamou a atenção da relatora. Conforme constatou, grande parte são profissionais temporários que estão ali, muitas vezes, por indicação política e não contratados por concurso público.

No caso dos professores, afirma que o problema é o mesmo. A Secretaria da Educação do Estado (Seduc), responsável por indicar os professores, faz uma seleção para profissionais que irão atuar nas unidades, a maioria por contrato temporário de dois anos, o que afirma acarretar em problemas na forma como a educação é oferecida. (Fonte: Diário do Nordeste)

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