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domingo, 22 de julho de 2012

Paradoxo: cidades pobres têm ricas campanhas

Nos cem municípios brasileiros com os piores Índices de Desenvolvimento Humano, os candidatos a prefeito estimam gastar na temporada eleitoral de 2012 uma fábula: R$ 97,2 milhões. Escrito de outro modo: condenados à escassez, os quase 900 mil brasileiros que residem nesses pedaços miseráveis do mapa do Brasil assistirão ao espetáculo da fartura eleitoral.

Esta matéria está no blog do Josias deste domingo (22/07). Lá, o blog fala nos municípios do Maranhão, na cidade de Governador Newton Bello, falta de tudo –de asfalto nas ruas a esgoto nas casas. De cada dez moradores com mais de 15 anos, quatro são analfabetos. Ali, os eleitores são contados em 7.837. Os candidatos à prefeitura local orçaram suas campanhas em R$ 3,6 milhões. Quer dizer: cada voto custará a bagatela de R$ 459,35.

Ora, lá não é muito diferente das cidades desta região, onde observa-se grandes quantias de dinheiro sendo gastas para eleger um prefeito. Na cidade de Ipueiras, na campanha passada, assistiu-se uma verdadeira compra de votos. O interessante, é que as pessoas não pensam, se tem este gasto todo, os postulantes vão receber de volta de quem? Mas é claro, que o município vai faltar estradas, esgotos, etc., etc.

Se um candidato gasta um, dois, três, quatro milhões de reais para eleger-se prefeito, mas é claro que se eleito, irá retirar o que investiu. Levando em conta que municípios pobres sobrevivem de FPM, nada irá fazer pelo município, a não ser, esperar que os governos estaduais e federais o façam.  Somente isso, pois os recursos de cidades pobres são paupérrimos. 

E a coisa é tão imoral, que ainda diziam que um candidato de Ipueiras era desonesto. E o outro gastando milhões na campanha é que não era? Então ele gastou o que é dele "em nome do bem de Ipueiras"? Faça me um favor, hipocrisia pura.

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