São 78 anos de morte do Padre Cícero Romão
Batista e a reverência ao sacerdote só aumenta. Mesmo que o Vaticano ainda não
tenha se pronunciado sobre a reabilitação das ordens ao sacerdote, a multidão
de devotos é expressiva. A prova é constante, como a de ontem, quando 40 mil
católicos celebraram os 78 anos de morte do "Padrinho dos Romeiros".
Assim se referiu o bispo da Diocese do Crato, durante a missa realizada na
Praça da Capela do Socorro, às 6 horas.
Ele disse que "os sinais" que devem vir para a reabilitação do "Padrinho dos Romeiros", ainda não apareceram para dar mais esperança aos fiéis. Seis anos depois de uma comissão ter ido a Roma para entregar documentos, um dossiê de 11 volumes que poderá mudar a história do Padre Cícero, não há informações atualizadas sobre o andamento do processo.
Padre
Cícero é a maior referência quando se trata da criação de uma das maiores
cidades do Interior do Estado. Ele foi o primeiro prefeito, o sacerdote que
arrebanhou multidões aconselhando os sertanejos, e foi o protagonista, com a
beata Maria de Araújo, do propalado "milagre" do sangramento da
hóstia, em 1889.
A comunhão, segundo
dados históricos, sangrou por várias vezes na boca da beata mas, com a presença
do Padre Cícero, o fenômeno adquiriu amplitudes, que até então eram
inimagináveis. Até hoje, o resultado desse "milagre" acontece todos
os dias nas ruas de Juazeiro, cidade que recebe mais de 2 milhões de devotos e
visitantes por ano.
Diário do Nordeste
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